sábado, 1 de setembro de 2012


Uma noiva que com vestido rasgado exibe suas vergonhas. Não nos espanta, ó Deus, que o mundo não possa conhecer   que tu o enviaste.

Marília De Camargo César.

Santo Agostinho
Em seu livro Sobre o livre arbítrio (em latim: De libero arbitrio) Agostinho responde de ao problema filosofico do mal de forma filosófica, demonstrando também filosoficamente que Deus não é o criador do mal. Pois, para ele, tornava-se inconcebível o fato de que um ser benevolente, pudesse ter criado o mal.
A concepção que Agostinho tem do mal, tem como base teoria platônica e a desenvolve. Assim o mal não é um ser, mas sim a ausência de um outro ser, o bem. O mal é aquilo que "sobraria" quando não existe mais a presença do bem. Deus seria a completa personificação deste bem, portanto o mal não seria oriundo da criação divina, mas seu antagonista por excelência, na condição de fruto do seu afastamento. No diálogo com seu amigo Evódio, Agostinho explica-lhe que a origem do mal está no livre-arbítrio concedido por Deus. Deus em sua perfeição, quis criar um ser que pudesse ser autônomo e assim escolher o bem de forma voluntária, um ser consciente. O homem, então, é o único ser que possuiria as faculdades da vontade, da liberdade e do conhecimento. Por esta forma ele é capaz de entender os sentidos existentes em si mesmo e na natureza. Ele é um ser capacitado a escolher entre algo bom (proveniente de Deus em uma criação perfeita) e algo mau (a prevalência da vontades humanas inperfeitas e que afetam negativamente a criação da perfeição idealizada por Deus).
Entretanto, por ter em si mesmo a carga do pecado original de Adão e Eva, estaria constantemente tendenciado a escolher praticar uma ação que satisfizesse suas paixões (a ausência de Deus em sua vida). Deus, portanto, não é o autor do mal, mas é autor do livre-arbítrio, que concede aos homens a liberdade de exercer o mal, ou melhor, de não praticar o bem. Esse argumento também implica que o ser humano tem direito de escolha sobre sua própria vida, não é apenas um ser programado. E se, segundo Agostinho, o bem é apreciado por Deus e a prática perfeita, todas as ações por ele inspiradas se tornam virtuosas e louváveis. Sendo que em um universo de seres não conscientes e que não têm livre-arbítrio, as práticas do bem e do mal seriam programadas e não poderiam ser classificadas como boas ou ruins.

אני רודף אחר חוקיך, מחד 
Eu sigo Suas leis, por um lado 
(aní rodêf achár chokêcha, meichád)
 
מאידך תשוקתי אותי רודפת
 E por outro, minhas paixões me perseguem.
(meidách tshukatí otí rodéfet)
 
 בוש ונכלם אבוא בשעריך
 Envergonhado, entrarei pelos seus portões 
(bush ve nechlâm avó be shearêiach) 
 
 והלילות הארוכים והבדידות ושנים
E as noites longas, e a solidão e os anos
(ve ha leilót ha-aukím, ha-bedidút ve ha-shaním)
 
 והלב הזה שלא ידע מרגוע
 E esse coração que não teve paz
(ve ha-lêv hazé she-ló idêa margoa)
 
 עד שישקוט הים, עד שינוסו הצללים 
Até que o mar se acalme, até que as sombras desapareçam
(ad she eshkót ha-iâm,ad she ianússu ha-tsilalím)
 
לאן אלך, אנה אפנה, כשעיניך מביטות בי
Para onde irei, para onde me volto, quando os Seus olhos me olham?
(leân elêch, ána efnê, kshê einêicha maitót bi)

איכה אברח, איך לא אפנה
Para onde fugirei, como posso não me afastar?
(eichá evrách, eich ló efanê)

בין אמת לאמת
Entre a verdade e a verdade
(bin emét le emét)

בין הלכה למעשה
Entre a Lei e a prática
(bin alachá le ma'assé)

בין הימים ההם לזמן הזה
Entre os tempos antigos e os modernos
(bin ha iamím ha-hem la zman ha zé)

בין הנסתר לנגלה
Entre os dias escondidos e os revelados
(bin ha-nistár la niglê)

בין העולם הבא לעולם הזה
Entre o mundo por vir e este
(bin ha olâm ha-bá, la olâm ha zé)

רודף אחר חוקיך, מאידך תשוקתי אותי שורפת
Eu sigo Suas leis, e por outro lado minhas paixões me queimam
(rodêf achár chokêcha, meidách tishukatí otí soréfet)

עזה כמוות, איומה כנדגלות
Ferozes como a morte terrível como tropas com bandeiras
(Azá kamavét aiumá ki nigdgalót)

הלילות הארוכים והבדידות והשנים
As longas noites, e a solidão e os anos
(ha leilót ha-arukím, ha bedidút ve ha-shaním)

והלב הזה שלא ידע מרגוע
E este coração que ainda não conheceu a paz
(ve ha-lêv ha zé she-lóidêa margôa)

עד שישקוט הים, עד שינוסו הצללים
Até que o mar se acalme, até que as sombras desapareçam
(ad she ieshkót ha-iâm ad she ianússu ha-tsilalím)

השיבני
Me traga de volta!
(hashivêni)